Comida, o melhor do Rio de Janeiro

agosto 20, 2009

Podem me dizer e me pedir e me rogar para que fale das belezas desta cidade. Podem até ficar de mal sem citar o carnaval. Mas o bom mesmo é a nossa comida. Na volta ao caoa carioca, um pouco em pânico com tamanha zona, me refugiei no que já conhecia: comida.

Rodízio Japonês: Na Europa é muito caro, portanto nada melhor que comer até passar mal por 37 reais num domingo. Cinquenta sashimis de salmão, 45 de atum, fora os adendos da comida chinesa e os enrolados à la Brasil que inventaram. No Downtown tem uns quantos restaurantes por este preço e como não ligo pra nome e peixe cru é peixe cru em qualquer lugar, fui feliz por algumas horas.

Churrasco: Rodízio de carne também não existe no velho continente. No dia seguinte a chegada, fui diretamente ao Montana – também na Barra. Não é um Porcão, mas quebra um galho danado. “Ô chefe, me arruma uma costela de boi, um cupim e aquela picanha mal passada com dois dedos de gordura”. Evidente que depois da comilança não podia mover um músculo.

Comida da mamãe: “Filho, pode escolher o almoço”. Diante de tamanho desafio, não titubiei: “quero duas rabadas só pra mim, regadas no agrião”. Só relaxei quando terminei de comer todo o meu pedido, o que só foi acontecer na noite do dia seguinte.

Comida da avó: “Vou preparar uma quibada”. Verdade que comi coisas parecidas na Turquia e Grécia, mas nada comparado ao carinho quando se está cozinhando. Quibe cru, frito, berinjela, enroladinho de folha de uva, pasta de grão de bico (o delicioso humus), mijadara (arroz com lentilha e cebola frita), tabule e muito pão árabe. Resultado três horas de boca cheia…

No centro: o centro é um grande sebo de comida. Com paciência é possível encontrar coisas fantásticas. Na travessa do Ouvidor, existe um restaurante chamado Esquimó. Por doze reais se come bem (comida caseira) regado a suco de cajú! Só se valoriza isso, quando se passa quatro anos sem…Para completar o quadro, um suco de limão no bar em frente. O suquinho natural ainda é servido em copos de papel, o que é um charme a mais.

Planos futuros:

Bunda de Fora: restaurante de frutos do mar na Perimetral onde é servida a melhor sopa Leão Veloso da cidade.
Cadegue (ou seja lá como se escreve isso): em Benfica se encontra um cozido que só comendo pra entender.
Feira de São Cristovão: carne de sol de picanha, nada melhor para um sábado chuvoso.

Dizem por aí que recordar é viver, eu prefiro “comer é viver”

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